Então
era verdade, Eva pensava ao ver aquela fornalha, então toda aquela visão e
estranhos sonhos com Adão eram verdade. Lá estava, a fornalha, ainda morna, o
bafo quente matinha aquela área morna, um tanto desconfortável. Os desenhos
também eram mais um reforço para provar que, afinal, seus sonhos não eram um
sinal de loucura. Armaduras, escudos, símbolos que lembravam um sol
caricaturado, todos eles, desenhados, espalhados por uma parede. Olhou o
martelo pousado sobre a bigorna, quase dez manoplas feitas, nenhuma que ela
realmente tivesse gostado ou aprovado. Eva estava parada em frente a fornalha,
Adão ao seu lado, sorridente, orgulhoso como se estivesse mostrando o projeto
de sua vida, ali, completo.
__Então...
–disse e apontou a pequena área além da fornalha- Quer conversar sobre... Isso?
–apontou os desenhos- Ou mesmo jogar conversa fora, sem nenhum compromisso?
–Eva ia dizer algo, mas Adão continuou- Façamos o seguinte, gosta de vinho não
é? Eu vou trazer uma garrafa aqui para você em um baldinho de gelo e uma taça.
Enquanto isso, vou tirar esse cloro do corpo e esse bafo de... –tentou lembrar
o nome da mulher e desistiu- de cerveja. Vou tomar um banho gelado para dar uma
acordada. Você fique à vontade. –Eva ia dizer algo, mas foi interrompida
novamente- Prefere entrar? Assistir televisão?
__Adão...
–Eva suspirou e sentou em uma cadeira de fibra, longe da fornalha- Eu espero
você tomar banho. –sorriu e ajeitou os cabelos negros ondulados, tirando-os do
rosto- Mas não me deixe aqui sozinha.
__Como
assim?
__Não
esqueça o vinho! –sorriu um tanto mais calma e levantou o olhar para o céu-
__Claro.
–retribuiu o sorriso, fazendo um sinal de positivo com o polegar-
...
A
água trouxe mais clareza a mente de Adão, gelada, escorria de seus cabelos pelo
seu corpo dolorido, por trás dos olhos fechados via a imagem de Eva sentada na
cadeira, com sua taça de vinho na mão, olhando para a lua encoberta de nuvens.
Era uma imagem linda, sem dúvida, mas ela era seguida de outra, onde vestia uma
armadura, onde ela disparava uma arma contra ele.
Quando
saiu do banho, percebeu que não estava tão bêbado como pensava, seu corpo
estava alerta, seus reflexos não estavam afetados, talvez fosse a euforia da
festa, algo na cerveja de Rodrigo estava estragada ou então, como estava
pensando até de maneira fantasiosa, foi a presença de Ágata que o desbalanceou,
tirou-o do eixo. Afinal, tinha certeza absoluta que não havia bebido demais.
Passou pelo freezer na área de serviço e pegou algumas long necks, um baldinho
de gelo e levou até Eva, que sorriu ao vê-lo vestido, arrumado e cheiroso.
Estava simples, uma bermuda jeans preta e uma camisa de manga longa justa ao
corpo, branca. Mas para os olhos de Eva, estava melhor que um Adão abatido,
seminu e grudado em seios grandes.
__Bela
casa. –disse Eva quando Adão sentou em outra cadeira, ao seu lado, pousando o
baldinho- É sua?
__Sim,
ainda estou pagando por ela, vou terminar de pagar daqui uns dez anos, mas na
lei ela já é minha. –apontou a fornalha- Por isso pude montá-la, mas não acho
que ela vai aumentar o preço quando eu vende-la, pelo contrário.
Eva
deu um sorriso fino, mas encantador. Adão sorriu um tanto descrente da
situação, daquela garota sete anos mais nova ali, sentada, bebendo vinho,
olhando sem muito interesse para a fornalha que, nesse mesmo dia, tentava fazer
uma manopla para uma armadura que viu em uma visão onde ela mesma estava
presente.
__Nunca
tivemos essa oportunidade, de conversarmos assim não é mesmo? –disse Eva, seu
rosto estava corado, sorridente, um tanto alcoolizado com certeza- Sempre
ficamos, assim, um ali e outro aqui, você no seu lado, eu no meu, tirando
aquela partida engraçada de poker. –riu, Adão a observava com sua cerveja na
mão- Como foi ótimo, não foi? Aquela... Perseguição! Olavo e Rodrigo me falaram
depois, você não joga daquele jeito, foi eu que te fez ficar assim?
__Foi
sim. –tomou um gole e pousou a garrafa no joelho- Eu nunca havia jogado daquela
forma antes, normalmente sou receoso, mais “tight” e... –escolheu as palavras,
Eva gesticulava para que continuasse- e me pareceu a coisa certa a fazer, sabe?
Como se fosse natural.
__Sei.
–Eva terminou a taça e disse sem sorrir- Para mim também, parecia a coisa certa
a se fazer. –encheu novamente e o encarou- Você... –sorriu- Você me atraí
sabia? Esse seu jeito, essa sua pose, você parece tão intocável. Mas não é,
todas as mulheres que você quer, você consegue, mas ainda assim, parece
distante, longe...
__Rodrigo
já falou isso para mim, quer dizer, não o fato de ser atraído por mim.
–brincou, Eva caiu na piada e riu junto- Digo, o fato de parecer distante,
inalcançável. As mulheres normalmente revelam isso para ele depois de um
relacionamento comigo, elas querem...
__Mas
não conseguem alcançar onde é para alcançar, não é? Deve ser difícil para você.
–disse complacente- Tantas mulheres, tantos prazeres... –sorriu olhando para
taça, o liquido avermelhado girando e uma pedra de gelo batendo nas laterais
tediosamente- Ainda assim, você busca, não é? Você busca algo, você tem algo
para fazer, precisa fazer...
__Acho
que todos nós somos assim. –olhou para a fornalha, depois olhou para ela- Mas,
e se eu te confessar que eu não corro atrás de mulher, você acredita?
Eva
o olhou de olhos cerrados, um sorriso sincero, os cabelos ondulados sobre o
rosto, a respiração já afetada, o gosto do vinho marcante na língua. Ela ia
dizer algo, queria dizer “Sim, pois você é o Sol”, tentava dizer, mas as
palavras não tinham coragem de sair, não queriam, se acanharam nos lábios. Era
como se percebesse uma verdade tão preciosa que tinha medo de compartilhar.
“Você
é o Sol, não busca a ninguém, mas todos buscam a você”.
Quis
dizer, tentou novamente, os lábios se moveram, a língua tocou nos dentes, mas
nada. Nenhum som. Adão sorriu, achou engraçado no começo, mas depois notou que
ela não sorria, sua expressão era de angustia, talvez até de medo. Pousou a
garrafa quase vazia no chão e se levantou, o coração de Eva pulou uma batida,
olhou surpresa aquele homem e como ele parecia grande. Ele se agachou e,
receoso, pegou a mão de Eva com as suas, a segurou com firmeza, ela pode sentir
os calos e sua pele grossa.
Foi
reconfortante, ela fechou os olhos e não viu nada, apenas sentiu uma paz, uma
tranquilidade semelhante a um abraço em um dia difícil. Ela exalou o ar dos
pulmões e sorriu, Adão então levantou e voltou a se sentar, abrindo outra
cerveja. Ficaram em silencio por um momento, Adão a olhava gentilmente, como um
homem deve olhar a sua mulher e Eva encostou a cabeça na cadeira de fibra, o
mundo girando levemente, mas se sentiu segura como a muito tempo não sentia.
Se
sentiu em paz.
“Eu
alcancei? Alcancei o Sol?”
Abriu
os olhos e o mundo parou de girar, as estrelas estavam lá, uma nuvem preguiçosa
deixava de cobrir a lua como um lençol e seu brilho, aos poucos, banhava os
dois no quintal. Ela voltou o olhar para ele, que sorria tomando um gole da
garrafa, a observando. Ela sorriu de volta, trocaram olhares e seu rosto voltou
a corar. Era um homem grande, sem dúvida, e também um grande homem, concluiu.
Moveu
os lábios, a língua acompanhou, disse algo, mas não era exatamente as palavras
que queria dizer.
__Acredito.
–disse por fim- Eu já disse, você me atraí, vai ver atraí todo o tipo de
mulher.
__Eu
te atraio?
O
jogo dos flertes, a sedução, a troca de olhares... Era aquilo que lhe
interessava, mais do que o ato em si, mas aquele momento, onde o coração se
atrapalhava em suas batidas, onde sentia o sangue correndo pelas veias, o
desejo e a curiosidade rodopiando e se fundindo a sentimentos confusos. Era
daquilo que gostava, de que realmente gostava. E gostava de ganhar esse jogo.
__Sim.
–respondeu e encheu a taça novamente, algumas gotas escaparam e escorreram pela
taça, pingando em sua saia preta- E acho que... –olhou o liquido descendo pela
taça, lentamente- acho que você sabe porquê. Eu realmente acho que você sabe
porquê.
Adão
engoliu seco, Eva olhou mais uma gota descer e pingar em sua saia. Olhou-o de
canto, os olhos semicerrados, a taça próxima ao rosto. Adão achou aquela imagem
extremamente sensual, o lembrou filmes escuros, artes sombrias, pinturas... Era
uma obra de arte, aquele rosto, aquela taça, aquela gota a pingar. Percebendo o
olhar deliciado do homem, ela a levantou e lambeu a pequena gota, apenas com a
ponta da língua, em uma as exibições mais sensuais que já viu. Depois sorriu
para Adão e disse com uma voz alta e alegre.
__É
um ótimo vinho! Melhor não desperdiçar uma só gota! –a voz alta o tirou da
pequena hipnose em que havia caído- Não é verdade?
__Ah
sim. –sorriu, levantou a cerveja- Eu sempre digo isso.
__É
realmente um ótimo vinho. –sentia a vibração no corpo, sentia a alegria de
querer aquilo, a imagem vinha a cabeça, o caçador na floresta- É realmente um
ótimo vinho... –repetiu, sentiu-se engraçada, depois boba- Quer... –limpou a
garganta e se sentiu tola-
Adão
sorriu, esperava ouvir o que ela queria dizer, mesmo que já soubesse.
“Quer
experimentar?” perguntaria, e ele diria “Claro.” e a beijaria. Já beijou muitas
garotas assim, em sua adolescência, com balinha, chicletes, chocolate... Depois
foi para a cerveja, o vinho, a vodca, uma certa vez até com queijo.
__Quer
me apresentar a casa? –sorriu e se levantou, levando a taça com ela-
__Claro.
–levantou e deu a mão para que levantasse, ela se apoiou nele ao sentir a
tontura, mas seus passos ainda estavam firmes- Não é muito grande nem muito
interessante...
__É
uma bela casa. –disse dando um tapinha em seu ombro- Você deveria se orgulhar
dela. Parece bem segura.
__Isso
ela é. –disse entrando, ela o acompanhava com um braço cruzado sobre a barriga,
segurando o cotovelo do outro, a taça sempre a altura do rosto- Aqui é a
cozinha...
Mostrou
cômodo por cômodo, uma cozinha moderna, minimalista, uma sala com poucos móveis
e uma grande televisão de plasma, uma sala de jantar com uma mesa para seis
pessoas, de madeira maciça e estilo vitoriano, ela entrava em contraste com a
modernidade da residência, mas Eva achou o toque antigo maravilhoso. Passou os
dedos finos sobre as ondas na madeira negra, segurou uma das pontas com vontade
e imaginou o que poderia ser feito sobre ela, sua mente já enevoada pelo álcool
lhe pregava algumas peças, mas ela gostava, de cada uma delas.
Mostrou
o quarto de hospedes, uma pequena e simples suíte, com uma cômoda, um espelho e
uma cama que parecia bem confortável, e convidativa para um corpo cansado,
também feita no estilo vitoriano. Adão disse, batendo na madeira, que ele fez
tanto a cama como a mesa. Ela concordou que a arte era linda. Sentou na cama e
tirou os sapatos, Adão se apoiou na porta, a encarando. Eva estava ofegante,
suas mãos suavam e ela disfarçava com pequenos toques na saia. Olhou o homem
que parecia enorme naquela porta e sorriu, com os olhos baixos, um tanto
cansados, mas alertas.
__Então
eu vou dormir em uma cama que você mesmo fez?
__Isso
mesmo. –apontou a cabeceira- Madeira maciça, ela é bem resistente, não vai
quebrar enquanto dorme, pode ter certeza.
__Não?
–se mexeu um pouco, para cima e para baixo, testando sua firmeza- Parece que é
bem resistente mesmo... –passou a mão pelo lençol, terminou a taça e a levantou
na direção de Adão, para que a pegasse- Espere, traz para mim a garrafa, vou
tomar mais uma taça antes de dormir... e traz mais uma cerveja para você.
–sorriu e levantou, indo ao banheiro da suíte- Vai lá.
Quando
voltou, Eva estava sentada na cama, usando o travesseiro encostado na
cabeceira, deu dois tapinhas a sua frente, para que sentasse ali. Adão a serviu
de meia taça, ela reclamou e ele terminou de enchê-la. Abriu sua long neck e
sentou à sua frente. Ela o olhava como uma caçadora, ele conhecia bem aquele
olhar. Mas naqueles olhos castanhos avermelhados se escondia mais que o simples
desejo, havia a Eva, aquela Eva, e Adão não havia esquecido disso por um só
momento.
__Então...
–disse Eva- Quer me dizer alguma coisa? Sobre a forja lá fora? Unh? Sobre
aquele... Lindo sol que você desenha tanto?
Adão
tomou folego e olhou pela janela, as poucas estrelas no céu, as nuvens
solitárias, o brilho alvo da lua. Imaginou que horas poderiam ser, mas já sabia
que não importava mais, estaria ali com Eva até amanhecer o dia, provavelmente,
até a hora do almoço, como já aconteceu antes, com outras mulheres, outros
casos, outros dias.
__Quando
eu toquei você, pela primeira vez, na casa do Rodrigo...
__Chovia,
sua armadura era muito bonita.
Aquilo
não surpreendeu Adão, mas ele sorriu, tomando um grande gole da cerveja.
__Você
estava lá. –disse encarando uma Eva sorridente- Porque atirava em mim, você
sabe?
__Eu
não faço ideia! –riu e se espreguiçou, Adão notou a silhueta de seu corpo no
vestido, os seios pequenos, porem firmes, o decote sutil, seu pescoço fino- Mas
desde aquele dia, não paro de pensar no que foi aquilo, e no porquê eu tenho
tanto desgosto por aquele lindo símbolo que você desenha.
__Eu
sei tanto quanto você. –disse se sentindo meio bobo de ter aquela conversa-
Isso tudo parece tão... Surreal.
__Ei
Adão... –Eva quebrou um pequeno silencio que se formou e levantou, indo até a
janela e a fechando- Você gosta? Assim, de estar entre quatro paredes?
Ele
sorriu, mas não respondeu. Eva fechou a porta e ligou o ar condicionado do
quarto. Adão, sentado na cama, se encostou na parede e a olhou em pé, um tanto
bêbada, um tanto sorridente, um tanto séria. Ele não entendia bem o que o
sorriso e o olhar de Eva estavam tentando dizer, nunca foi bom nisso, por essa
razão era um péssimo jogador de poker. Ela se encostou na cômoda e o olhou,
terminando a taça de vinho em grandes goles, Adão fez o mesmo com sua cerveja.
__Eu
tinha um sonho quando criança... –riu, passando o dedo fino pela boca da taça-
Era em uma cidade, bem grande, uma grande metrópoles e... –seus olhos encheram
d’agua, sentiu-se boba novamente, mas continuou- eu saia correndo pelas ruas e
não havia ninguém, todas as portas estavam fechadas, casas, lojas, tudo... Eu
amo estar entre quatro paredes. –concluiu, o olhando- Sozinha.
__Tudo
bem, vou deixar você dormir. –se levantou e foi empurrado por Eva, deixou-se
cair sentado na cama novamente e sorriu- Ok... É agora que você atira em mim?
Eva
o olhava de cima para baixo, mordeu o lábio inferior e se aproximou do homem em
pequenos passos. Adão já se sentia excitado pelos olhares e jeitos da mulher a
sua frente, mas esse pequeno gesto e aproximação o fez ficar duro, e agradeceu
por estar usando jeans.
Sentou
ao seu lado e depois se encostou à cabeceira da cama. Naquele momento ele
entendeu, ela não daria o braço a torcer, ele também não queria ter a
iniciativa, queria sim aquela mulher, mas queria que ela viesse, como todas as
outras vieram.
Disputavam.
Até ali, disputavam.
__Eu
não vou atirar em você, não agora. –passou os dedos sobre as pernas e o olhou-
Ei Adão... Adão... Adão... Já parou para pensar o tanto que estamos sendo
bobos?
__Sim,
mas aí está a graça. –respondeu e sentou mais próximo daquela mulher, ela o
acompanhou com os olhos- A graça de tudo isso, é que eu e você estamos aqui,
entre quatro paredes como você mesmo disse...
__E
a graça disso tudo... –desencostou e ficou de frente para o homem, o encarando
com seus olhos castanho avermelhados- É que eu me chamo Eva, e você Adão.
Adão
sentiu seu sexo pulsar ao ver os lábios de Eva tão próximos ao seu, seus olhos
passavam para sua boca, voltavam para seus olhos e as vezes, desciam até o seu
sexo, escondido pela bermuda jeans. Ele a encarava, mas seus olhos o traiam e
também dançavam sobre o corpo da mulher, jovem, exalando sexualidade, seus
olhos desejosos e sua boca semiaberta, em uma respiração ofegante.
__Eu
sei que você quer... –com um sorriso sacana, falou próxima ao rosto de Adão-
Por que não vem pegar? O que você está esperando, um convite?
Aquele
sentimento de competição não o abandonava e podia ter certeza que ela também
sentia o mesmo, ela não se entregava, não por completo. Para ele, o sinal
parecia verde, os olhos dela diziam “venha! Venha logo!” mas ele parecia
perceber que por trás daquele olhar, ela sairia vencedora. Não sabia dizer do
que, ou no que, mas venceria.
__Se
vimos aquilo tudo com um toque de nossas mãos, imagine quando... O que me diz?
–abaixou uma alça do vestido, depois a outra, os seios ainda ficaram cobertos-
Aí está seu convite.
__Eu
já perdi uma batalha antes. Por que você não perde essa?
Ela
sorriu e segurou seus ombros, o deitou suavemente e sentou em cima de seu
pênis. Sentiu-o entre as penas e sorriu, fechando os olhos e se deleitando com
a sensação, com o toque em seu sexo. Depois abaixou o corpo e se aproximou dos
seus lábios e disse, vagarosamente, como um gemido.
__É
assim que funciona, um dia você ganha, outro dia eu ganho.
O
beijo finalmente, com desejo, com volúpia, com tesão. Sentiu Adão pulsar entre
suas pernas, tentou tirar a bermuda do homem com uma das mãos e ele logo a
ajudou, sentia ainda mais aquele membro, gostou de saber que a imagem que fez
na casa de Rodrigo não foi à toa. O segurou com força fazendo o homem gemer e
sorrir. Levantou em um salto e tirou a calcinha, Adão, deitado com os pés
encostando na cabeceira, sorriu ao ver aquela cena. Já viu cenas parecidas,
outras mulheres já fizeram aquilo com ele, mas com Eva... Com ela parecia
especial. Ele tirou sua roupa de baixo e foi a vez de Eva sorrir de
contentamento ao ver o membro ereto de Adão. Ela sentou devagar, primeiro o
corpo arqueou, sentindo a onda de prazer pela penetração, depois curvou-o e lhe
beijou a boca.
Foi
intenso, não só o sexo, mas também as visões que vieram junto com o orgasmo.

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